Quando se trata de entender a diferença entre esse e este, é preciso reconhecer que o português brasileiro opera com nuances de localização, percepção temporal e contexto de proximidade. Embora ambos sejam pronomes demonstrativos que substituem substantivos, a escolha entre eles define clareza, precisão e naturalidade na comunicação. Este artigo explora em profundidade como esses dois termos se distanciam na prática, oferecendo orientações práticas para uso correto.

O que significa “esse” e “este” e como são pronomes demonstrativos?

“Este” e “esse” são pronomes demonstrativos usados para identificar ou destacar pessoas, objetos, situações ou ideias sem repeti-las. A principal regra baseia-se na relação espacial e temporal entre o falante, o ouvinte e o referente. Este indica algo próximo ao falante ou à situação presente; esse indica algo próximo ao ouvinte ou algo que ocorre em um contexto intermediário, nem muito longe nem muito próximo. A clareza vem de alinhar o termo com a perspectiva de quem fala e a localização do objeto ou fato.

Qual a diferença principal entre “esse” e “este”?

A principal diferença reside na distância física ou simbólica em relação ao falante. Enquanto “este” remete a algo imediatamente presente ou relevante para quem fala, “esse” remete a algo mais próximo do ouvinte ou situado em plano de fala intermediário. A escolha correta depende de três fatores: localização do objeto, perspectiva do falante e contexto de temporalidade, especialmente em situações de comparação e exclusão.

“Esse” ou “este”: usos, exemplos, diferenças - Mundo Educação
“Esse” ou “este”: usos, exemplos, diferenças - Mundo Educação

Tabela comparativa: uso de “este” vs “esse”

Contexto Uso de “este” Uso de “esse”
Localização física Objeto perto do falante (aqui) Objeto perto do ouvinte (ali, próximo a você)
Contexto de fala Situação presente ou imediata ao narrador Situação um pouco mais distante, mas ainda relevante
Pronome adjetivo Este livro (meu) Esse livro (seu)
Pronome substantivo Este é meu Esse é seu
Tom e intenção Pode indicar proximidade, afinidade ou relevância imediata Pode indicar distância moderada, ou objeto ou pessoa do outro lado da conversa

Quando usar “esse” em comparação com “este”?

A escolha entre “esse” e “este” em comparação direta exige atenção ao foco da oração. Se o sujeito da fala está posicionado como referência, use “este”; se a referência se desloca para o interlocutor ou para um ponto intermediário, use “esse”. A clareza evita mal-entendidos, especialmente em contextos formais e profissionais.

Subtópicos de uso comparativo

  • Proximidade relativa: Use este para falar de algo que está literalmente aqui, ao seu lado; use esse para algo que está mais próximo da pessoa com quem fala.
  • Distância emocional ou hierárquica: Em situações de respeito ou distância, evite “este” para superiores; “esse” pode ser mais neutro ou adequado.
  • Contexto narrativo: Em histórias, “este” pode ser o personagem que fala ou age agora; “esse” pode ser outro envolvido, mas menos presente.

Quando usar “esse” em vez de “este”? — Exemplos práticos

Exemplos ajudam a fixar a regra. Em situações cotidianas, a escolha define quem está “mais próximo” na conversa.

  • Falante: “Este é meu celular.” (o celular está na mão de quem fala)
  • Falante: “Esse é meu celular.” (o celular está na mão do ouvinte ou próximo a ele)
  • Em casa: “Este é o meu pai.” (ao apresentar alguém que está ao seu lado)
  • Em casa: “Esse é o meu pai.” (ao falar sobre o pai para alguém que está chegando ou olhando na direção dele)
  • Em reunião: “Gostaria de falar sobre esse relatório.” (referindo-se a um documento que está com o colega ou na direção dele)

São intercambiáveis em todas as situações?

Não. Substituir este por esse pode mudar o significado exato ou soar estranho. A regra de ouro: use este para o que está aqui, próximo a quem fala; use esse para o que está ali, próximo a quem ouve. Em exclusão, a escolha também é decisiva: “Quero esse, não este” indica preferência clara por algo que não está na posse imediata do falante.

Esse ou este: diferenças, quando usar, exemplos - Brasil Escola
Esse ou este: diferenças, quando usar, exemplos - Brasil Escola

Dicas práticas para não cometer erros comuns

Para fixar a diferença entre “esse” e “este”, siga estas orientações simples:

  • Aponte para si mesmo e para o que está aqui: use este.
  • Aponte para a pessoa que está falando ou para algo que ela menciona: use esse.
  • Evite trocar os termos em apresentações formais, pois isso pode gerar ambiguidade.
  • Em dúvidas, reescreva a frase com “esse” ou “este” para testar se a proximidade está correta.

Resumo da diferença entre “esse” e “este”

  • Este aponta para algo próximo ao falante ou à situação presente.
  • Esse aponta para algo próximo ao ouvinte ou intermediário na conversa.
  • A escolha afeta a clareza, a precisão e a naturalza da comunicação.
  • Em comparação e exclusão, a distinção entre os termos é ainda mais relevante.
  • Praticar com exemplos reais ajuda a internalizar o uso correto.

Perguntas frequentes

Posso usar “esse” e “este” de forma intercambiável no dia a dia?

Não, pois a troca pode alterar o significado ou soar incorreta, dependendo da proximidade relativa entre falante, ouvinte e objeto.

Como posso me lembrar qual usar em momentos de dúvida?

Use a regra de ouro: este = aqui, próximo a quem fala; esse = ali, próximo a quem ouve. Um simples teste de ponteio ajuda a acertar.

Pronomes demonstrativos - este, esse e aquele | PPTX
Pronomes demonstrativos - este, esse e aquele | PPTX

Existem exceções ao uso de “esse” para algo próximo ao ouvinte?

Em contextos regionais ou informais, pode haver variação, mas a norma culta mantém a distinção rigorosa entre proximidade do falante e do ouvinte.

Como a escolha entre “esse” e “este” impacta a comunicação profissional?

O uso correto transmite clareza, profissionalismo e precisão, evitando mal-entendidos em reuniões, e-mails e documentos institucionais.