Exemplos De Sujeito Indeterminado
O sujeito indeterminado é uma das categorias gramaticais que mais gera dúvidas entre estudantes e profissionais da língua portuguesa, especialmente porque sua definição parece óbvia até que se apresentam situações concretas de uso. Neste guia detalhado, você vai encontrar exemplos de sujeito indeterminado em diferentes estilos de texto, desde o cotidiano até o jornalístico e literário, com explicações práticas sobre como identificar e produzir orações em que a ação não está atribuída a um agente claro. O objetivo é descomplicar esse conceito e oferecer recursos sólidos para fixação e aplicação imediata.
Definição e funcionamento geral
O sujeito indeterminado aparece em orações nas quais o verbo expressa uma ação ou estado sem que haja um sujeito nominalmente explicitado responsável por ela. Ele surge como forma de generalizar, criar uma voz mais objetiva ou simplesmente quando o agente é irrelevante ou desconhecido no contexto. Diferentemente do sujeito oculto ou implícito, que pode ser recuperado pela lógica discursiva, o indeterminado opera como sujeito sintaticamente preenchido, muitas vezes acompanhado por pronomes indefinidos, impessoais ou por formas verbais que neutralizam a referência a pessoa física.
Na estrutura típica, o núcleo do sujeito indeterminado pode ser um pronome como se, não sei o que, alguém, ninguém ou uma expressão como quem for, quem quer que seja. Esses elementos funcionam como um sujeito “caixa-preta”, cujo conteúdo interno é deliberately genérico, permitindo que a frase se torne mais abrangente ou estilizada. A seguir, detalhamos contextos distintos e exemplos de sujeito indeterminado para cada um deles, ajudando a fixar a diferenciação com o sujeito pessoal, impessoal e indeterminado do inglês.

Em estilo jornalístico e de notícias
Uso de “se” como sujeito indeterminado
No jornalismo, especialmente em notícias de caráter procedural ou de costume, o se aparece como sujeito indeterminado para regular, informar ou transmitir orientações de forma neutra. Frases como “Se faz o pagamento até o dia quinze” ou “Se deve evitar o acúmulo de papelada no fim do mês” são comuns em textos institucionais, pois atribuem a responsabilidade a um público amplo sem mencionar quem age, transformando a regra em uma constatação quase universal.
Construções com “a se falar” e “diz-se”
Outro recurso típico é o uso de expressões como a se falar, diz-se ou dizem-se como sujeito indeterminado, sobretudo em crônicas, colunistas e reportagens que comentam costumes ou transmitem informações de segunda mão. Por exemplo, “A se falar desse relatório, a proposta parece inviável” ou “Diz-se que o novo edifício será inaugurado em junho” ilustram como a voz indeterminada ganha nuances de especulação ou generalização, sem compromisso com a autoria.
Em textos técnicos, científicos e documentais
Objetividade e voz passiva sem sujeito
Na produção acadêmica e técnica, o sujeito indeterminado costuma aparecer para preservar a objetividade, substituindo a voz ativa por formas que apagam o agente. Embora a voz passiva analítica (como “foi observado que…”) seja comum, o uso de não se sabe, não se constata ou considera-se como sujeito indeterminado também é recorrente. Exemplos incluem frases como “Não se sabe ao certo o motivo da falha” ou “Considera-se que os resultados sejam estatisticamente relevantes”, onde a ênfase recai sobre o fato, não sobre quem o realiza.

Generalizações e leis da natureza
Em disciplinas como biologia, química e física, o sujeito indeterminado aparece em leis e princípios que descrevem comportamentos universais. Frases como “Chove molhando todo o território” ou “O arco-íris aparece quando as gotículas de água dispersam a luz” utilizam verbos intransitivos sem sujeito nominal, mas com sentido de sujeito indeterminado, pois não há um agente específico a ser identificado. A ênfase está na repetição natural da ocorrência, não na sua causalidade atribuível.
Na literatura e na fala cotidiana
Cronistas, poetas e contadores de histórias
Autores de crônicas frequentemente recorrem ao sujeito indeterminado para criar familiaridade e humor, falando de forma coletiva sobre situações genéricas. Frases como “Chegou a hora de desacelerar” ou “Não se chega a tempo nem com sino de reunião” personificam a ação de forma vagamente, convidando o leitor a se reconhecer. Na poesia, pode aparecer “Chove sobre a gente sem pedir licença”, onde o sujeito “a chuva” ganha um caráter indeterminado ao ser apresentada como força inevitável e anônima.
Contextos informais e mídias sociais
No dia a dia, especialmente em mensagens e posts, o sujeito indeterminado aparece de forma sintética: fica a vontade, vão entender, não interessa. Essas expressões são flexíveis, adaptam-se ao tom e à intimidade da conversa e transmitem uma sensação de compartilhamento de experiência sem necessidade de especificar quem age. A versatilidade desse uso torna a frase mais direta e, muitas vezes, mais persuasiva.

Como identificar e diferenciar
Para localizar o sujeito indeterminado, observe a estrutura: o verbo geralmente vem no singular ou plural em concordância com um sujeito implícito, mas a oração não pode ser transformada em uma versão ativa sem introduzir um sujeito novo. Compare “Se cuida bem da casa” (indeterminado) com “Maria cuida bem da casa” (sujeito pessoal). Enquanto o primeiro apela para uma boa prática genérica, o segundo atribui a ação a Maria. A chave está em perceber quando a frase precisa de um “alguém” para fazer sentido ou quando ela funciona como uma unidade conceitual autossuficiente.
Além disso, fique atento aos falsos amigos: expressões como quem vai ou quem sabe podem parecer sujeito indeterminado, mas muitas vezes funcionam como orações subordinadas adverbiais de modo. A clarezza vem da análise sintática completa, conferindo se a oração principal depende de um sujeito expresso para seu sentido completo ou se ela se sustenta por si só, abraçando a indefinição como característica estilística e comunicativa.
Perguntas frequentes
O que é um exemplo de sujeito indeterminado em uma frase do cotidiano?
Um exemplo comum é “não se sabe ao certo”, como em “Não se sabe ao certo quando a chuva vai parar”, onde a ação de “saber” não é atribuída a uma pessoa ou entidade específica.

Como o “se” funciona como sujeito indeterminado?
O “se” age como um pronome indefinido que substitui a necessidade de mencionar um sujeito real, criando frases como “Se cuida bem”, que significa que as pessoas, de modo genérico, devem cuidar bem da casa.
Dá para usar sujeito indeterminado em qualquer tipo de texto?
Sim, mas com adaptações de tom: nele, aparece em notícias, manuais, literatura e fala cotidiana, sempre com o objetivo de generalizar, regular ou evitar a menção a um agente específico.
🔴 Tipos de SUJEITO | Simples, Composto, Oculto, Indeterminado e Inexistente | Revisão rápida
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