O Que Isso Tem A Ver Ou Haver
Em português do Brasil, a expressão “o que isso tem a ver ou haver” surge com frequência em conversas informais, mas também em contextos mais elaborados, como textos jurídicos, teatrais e analíticos. A confusão entre “ter a ver” e “tiver a haver” (ou apenas “haver”) é natural, pois ambas falam sobre conexão, semelhança ou relevância, embora com nuances e registros distintos. Este artigo explora as diferenças, usos e escolhas adequadas para cada situação, ajudando a esclarecer quando usar “o que isso tem a ver” e quando “o que isso tem a haver”.
Comparação direta: tem a ver versus tiver a haver
| Expressão | Registro | Uso típico | Exemplo contextual |
|---|---|---|---|
| o que isso tem a ver | Informal/Corrente | Para questionar relevância, semelhança ou conexão entre assuntos | “Por que você falou de futebol? O que isso tem a ver com política?” |
| o que isso tem a haver | Formal/Impessoal | Para indagar sobre a existência de uma relação ou envolvimento, muitas vezes em contextos mais sérios | “Qual a relação entre o novo regulamento e a questão trabalhista? O que isso tem a haver com a reforma?” |
Quando usar “tem a ver”: conexão e relevância no cotidiano
A expressão “tem a ver” é a forma mais comum no português falado no Brasil. Ela indica semelhança, relação ou pertinência entre dois assuntos. Em situações informais, como conversas entre amigos, mensagens de texto ou comentários em redes sociais, “o que isso tem a ver” funciona como uma maneira direta de questionar a ligação entre algo mencionado e o contexto em questão. É uma construção flexível, que pode aparecer em perguntas retóricas ou em debates cotidianos sobre lógica, coerência ou conexão de ideias.
Quando usar “tem a haver”: tom mais formal ou literário
“Tem a haver” aparece com maior frequência em registros mais formais, especialmente em textos jornalísticos, legais ou literários. Nesse contexto, “haver” atua como verbo intransitivo, indicando a existência de uma relação, muitas vezes em frases mais abstratas ou generalizadas. Embora menos comum no dia a dia, essa forma soa mais elaborada e pode transmitir maior seriedade ao abordar temas complexos, como questões jurídicas, filosóficas ou políticas. A escolha por “o que isso tem a haver” costuma implicar uma linguagem mais culta ou distante.

Vantagens e desvantagens de cada expressão
Vantagens de “tem a ver”
- Natural e compreensível na maioria dos contextos.
- Adequada para conversas casuais e interações rápidas.
- Flexível para diferentes tom, desde o questionamento até a brincadeira.
Desvantagens de “tem a ver”
- Pode soar informal demais em situações profissionais ou acadêmicas.
- Menos precisão em contextos que exigem distanciamento analítico.
Vantagens de “tem a haver”
- Transmite maior formalidade e objetividade.
- Indica um tom mais reflexivo e abstrato.
- Apropriada para textos institucionais, jurídicos ou literários.
Desvantagens de “tem a haver”
- Pode ser percebida como pretensiosa ou excessivamente culta no falar cotidiano.
- Risco de soar genérico ou vago se usado sem contexto claro.
Recomendação prática para escolher entre os dois
A regra de ouro é alinhar a expressão ao contexto de comunicação. Em situacas casuais, diárias ou digitais, prefira “o que isso tem a ver”, que soa natural e imediato. Em textos mais elaborados, apresentações profissionais ou discussões que demandam neutralidade, “o que isso tem a haver” pode ser a escolha mais acertada. Considere também a audiência: ouviram com familiaridade com a linguada informal; já leitores de contextos jornalísticos ou institucionais podem associar “haver” a uma abordagem mais séria. A clareza e a coerência com o tom geral do discurso são as bússolas definitivas.
Perguntas frequentes
Pergunta: “O que isso tem a ver” e “o que isso tem a haver” são a mesma coisa?
Na prática, expressam a mesma ideia de ligação ou relevância, mas diferem em tom: o primeiro é informal e corrente, o segundo é mais formal ou literário.
Pergunta: Posso usar “o que isso tem a haver” no meu dia a dia sem parecer erro?
Sim, é gramaticalmente correto, mas pode soar mais culto ou distante; reserve para contextos mais sérios ou quando quiser enfatizar a formalidade.

Pergunta: Existe alguma regra rígida sobre quando devo usar um ou outro?
Não há regra absoluta, mas siga a naturalidade: fale “tem a ver” em situações casuais e “tem a haver” em textos mais elaborados ou profissionais.
Pergunta: Em que situações “o que isso tem a haver” soa melhor?
Soa melhor em redações, apresentações institucionais, discussões jurídicas ou filosóficas, e textos jornalísticos que busquem tom mais objetivo e analítico.
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