Oracao Subordinada Completiva Nominal
Domine a oração subordinada completiva nominal e reforce a estruturação de frases em português com clareza e precisão. Este guia passo a passo ensina a formar, identificar e aplicar esse recurso sintático em redações e apresentações.
O que é e para que serve a oração subordinada completiva nominal
A oração subordinada completiva nominal atua como complemento de um núcleo nominal, explicando, definindo ou caracterizando-o. Difere da oração subordinada substantiva nominal, pois não se apresenta sozinha, mas integra um termo central, tornando a frase mais rica e específica. Entender sua função ajuda a evitar ambiguidade e a organizar argumentos em textos formais, acadêmicos e profissionais.
Estrutura básica e regras de formação
A construção obedece a uma ordem fixa: o núcleo recebe a explicação por meio de uma oração subordinada, ligada por termos de ligação ou regência. Para montar a frase, siga estas regras de forma consistente.

- Identifique o núcleo nominal que precisa de complemento (pode ser um substantivo, adjetivo ou pronome).
- Escolha o termo de ligação adequado, como que, como, do fato de, pelas razões de ou expressões equivalentes.
- Forme a oração subordinada com sujeito, verbo e demais elementos necessários à completa definição.
- Posicione a oração subordinada imediatamente após o núcleo, mantendo a coesão com conectivos ou regência verbal.
Exemplos práticos em contextos diferentes
Estudar situações reais facilita a fixação do uso correto. Observe como a oração subordinada completiva nominal aparece em textos informativos, argumentativos e técnicos.
- Exemplo em contexto jurídico: "A cláusula, que o réu não assinou, é nula por vício de consentimento."
- Exemplo em contexto científico: "O fenômeno observado, como as mudanças na pressão atmosférica, indica instabilidade climática."
- Exemplo em contexto corporativo: "A meta anual, de aumento de 12% nas vendas, foi revisada após análise de mercado."
Recursos e conectores comuns
Você pode potencializar sua escrita com conectores precisos que sinalizam a relação de completação. A tabela a seguir reúne os principais termos e expressões usados com oração subordinada completiva nominal.
| Termo de ligação | Função na frase | Exemplo rápido |
|---|---|---|
| que | Conecta e especifica o núcleo | O objetivo que pretendemos |
| como | Apresenta modo ou característica | A postura como equipe |
| pelas razões de | Fundamenta ou justifica | Manifestamos apoio pelas razões de igualdade |
| do fato de | Introduz fato ou situação | A crítica, do fato de o projeto falhar, é infundada. |
| em razão de | Indica causa | A decisão, em razão de riscos elevados, foi adiada. |
Dicas de estilo e tom para diferentes registros
A aplicação adequada da oração subordinada completiva nominal varia conforme o contexto. Em textos formais, prefira conectores completos e elipses moderadas; em redações pessoais, use variações mais flexíveis, mantendo a clareza. Evoque a autoridade sem sacrificar a fluidez, ajustando o ritmo entre orações principais e subordinadas para destacar ideias-chave sem sobrecarar a sintaxe.

Comum erros e como evitá-los
Erros de concordância, posicionamento ou uso excessivo comprometem a clareza. Siga estas orientações para refinar sua produção e eliminar falcas recorrentes.
- Concordância nominal incorreta: "A decisão que o projeto foi aprovado" está errada; o correto é "A decisão de que o projeto foi aprovado" ou "A decisão que o projeto foi aprovado" ajustando o verbo.
- Emaranhado sintático: Orarões longas sem separação adequada dificultam a leitura; prefira frases mais curtas ou use pontuação para organizar as ideias.
- Repetição excessiva do conectivo "que": Varie com "como", "pelas razões de" ou paráfrases para manter o texto dinâmico.
- Posicionamento inadequado: A oração subordinada deve ficar o mais próximo possível do núcleo que complementa para evitar confusão sobre a referência.
Perguntas frequentes
Diferença entre oração subordinada completiva nominal e substantiva nominal
A oração subordinada completiva nominal complementa um núcleo já presente na frase, enquanto a substantiva nominal funciona como sujeito, objeto ou complemento sem precisar de outro termo para ter sentido completo.
Posso usar "como" em todas as situações de completiva nominal?
"Como" é aplicável quando a oração subordinada expressa modo, característica ou semelhança do núcleo, mas situações que exigem outros sentidos podem precisar de conectores como "que", "pelas razões de" ou "do fato de".

Como evitar o excesso de orações subordinadas na redação?
Combine orações subordinadas com substantivas apenas quando a especificação for essencial; prefira frases mais diretas e use parágrafos curtos para organizar ideias sem sobrecarar a sintaxe.
Exemplo de erro comum em concursos públicos com esse recurso
Um erro frequente é inverter a ordem, escrevendo "que o projeto foi aprovado, a decisão" em vez de "a decisão, de que o projeto foi aprovado", o que causa confusão sobre o sujeito e enfraquece a argumentação.
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