Preterito Imperfeito Do Subjuntivo
O pretérito imperfeito do subjuntivo é um tempo verbal que aparece com frequência em situações formais, literárias e de discurso indireto no português do Brasil. Dominar esse modo permite expressar hipóteses, desejos, emoções e ações simultâneas de forma mais precisa, principalmente em contextos que exigem nuance ou linguagem mais elaborada. Este guia explica de forma prática como conjugar, quando usar e como aplicar esse tempo em diferentes situações.
Conjugação regular do pretérito imperfeito do subjuntivo
A base para a conjugação vem da forma eu do pretérito imperfeito do indicativo. Para a maioria dos verbos, basta usar essa mesma base terminada nas terminações do subjuntivo.
Terminações padrão para todos os verbos
- ar: -asse, -asses, -asse, -ássemos, -ássemos, -assem
- er: -esse, -esses, -esse, -êssemos, -êssemos, -essem
- ir: -isse, -isses, -isse, -íssemos, -íssemos, -issem
Exemplos de conjugação
Verbos regulares seguem o mesmo padrão para todos os tempos do subjuntivo. Observe a conjugação do verbo falar (ar), comer (er) e partir (ir) no pretérito imperfeito do subjuntivo.
Quando usar o pretérito imperfeito do subjuntivo
Esse modo aparece em contextos específicos, muitas vezes ligados a discurso indireto, hipóteses irrealizáveis no passado, emoções e ações simultâneas. Entender o momento em que aplicá-lo é essencial para evitar confusão com o pretérito perfeito do subjuntivo.

Discurso indireto com mudança de sujeito
Em orações subordinadas substantivas introduzidas por conjunções subordinativas como que, como, onde e quando, o pretérito imperfeito do subjuntivo pode substituir o pretérito perfeito do indicativo quando o verbo principal está no pretérito imperfeito, pretérito perfeito ou condicional.
Hipóteses e situações irreais no passado
Quando falamos em situações que não aconteceram no passado, mas gostaríamos de imaginar, usamos o pretérito imperfeito do subjuntivo junto com o condicional composto. Isso cria uma estrutura clara para falar sobre possíveis resultados de ações não concretizadas.
Emoções, desejos e sentimentos no passado
Expressões como sentir que, ficar feliz que, temer que e desejar que podem acarretar o uso desse tempo, especialmente ao narrar emoções ou reações em momentos passados.
Ações simultâneas ou em andamento no passado
O pretérito imperfeito do subjuntivo também serve para indicar que uma ação ocorria ao mesmo tempo em outra do passado, substituindo o pretérito mais-que-perfeito do indicativo em algumas situações de clareza contextual.

Diferença entre pretérito imperfeito e pretérito perfeito do subjuntivo
A escolha entre esses dois tempos depende da relação com o momento de referência e da durabilidade da ação. O pretérito imperfeito costuma indicar durabilidade ou continuidade, enquanto o pretérito perfeito marca ação pontual ou conclusa.
Exemplo prático de uso
Em uma frase como "Era importante que ele chegasse cedo", o uso do pretérito imperfeito do subjuntivo transmite a ideia de uma ação habitual ou esperada naquela ocasião. Já "Fiquei feliz que ele tivesse vindo" prioriza a pontualidade da ação.
Regras de concordância e tempo
Em orações subordinadas, o verbo subordinado costuma seguir o mesmo tempo ou modo do verbo principal, mas há exceções. Analisar a sequência temporal e o sujeito ajuda a definir entre indicativo e subjuntivo, bem como entre os tempos perfeito e imperfeito.
Mudança de sujeito obriga subjuntivo
Se o sujeito da oração principal e o da oração subordinada forem diferentes, muitas vezes exige subjuntivo. Isso reforça a necessidade de usar formas como o pretérito imperfeito do subjuntivo para manter a coerência na estrutura.

Substituição pelo indicativo em contexto livre
Em orações subordinadas sem mudança de sujeito, é possível usar o indicativo, especialmente com verbos de fatos reais e não de dúvida, desejo ou emoção. Nesses casos, o pretérito imperfeito do indicativo pode substituir o tempo subjuntivo sem alterar o sentido.
Exemplos em situações do cotidiano
Praticar com frases do dia a dia ajuda a fixar o uso do pretérito imperfeito do subjuntivo. Observe como ele aparece em expressões comuns e contextos narrativos.
Frases comuns com esse tempo
- Era preciso que ela estudasse mais para melhorar no exame.
- Eu queria que você viesse à festa, mas não pôde.
- Eles temiam que o projeto fracassasse devido à falta de recursos.
- Sempre que o relógio bateu doze, eu sentia que algo estava prestes a acontecer.
- Nós estávamos felizes que o time
vencesse aquela partida difícil.
Dicas para memorizar e aplicar
Associar a conjugação a gatilhos emocionais e contextos narrativos facilita a fixação. Pratique transformando frases indicativas em subjuntivo e observe a relação com o passado.
Técnicas práticas
- Reescreva frases usando sera que no passado para ativar o subjuntivo.
- Crie pequenas narrativas curtas com hipóteses e desejos usando o pretérito imperfeito do subjuntivo.
- Compare com o indicativo para entender quando a forma subjuntiva é realmente necessária.
Como o pretérito imperfeito do subjuntivo aparece na literatura
Autores de literatura costumam usar esse tempo para criar atmosfera, expressar desejos ou medos dos personagens e descrever ações simultâneas de forma mais poética. Reconhecê-lo ajuda a entender melhor as escolhas estilísticas.

Função estilística
O pretérito imperfeito do subjuntivo confere tom mais reflexivo e detalhado, adequado a crônicas, contos e trechos descritivos que retratam o mundo interno dos personagens.
Perguntas frequentes
Pergunta: posso usar o pretérito imperfeito do subjuntivo após "se" em condições irrealizáveis?
Sim, em condições irreais sobre situações passadas, o "se" costuma ser seguido pelo pretérito imperfeito do subjuntivo, como em "Se eu fosse rio, faria fosse melhor".
Pergunta: quando prefiro o pretérito imperfeito do subjuntivo em vez do perfeito?
Escolha o pretérito imperfeito do subjuntivo quando a ação tem durabilidade, costume ou preenchimento daquele período do passado; o perfeito destaca pontualidade.
Pergunta: o subjuntivo pode ser evitado em situações informais?
Em contextos informais, muitas pessoas recorrem ao indicativo ou ao infinitivo, mas o subjuntivo mantém a precisão em situações de dúvida, desejo ou emoção no passado.

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