Verbo No Infinitivo Pessoal
Neste artigo, você vai entender de forma clara e completa o verbo no infinitivo pessoal, seu uso, regência e diferenças para o infinitivo impessoal, com exemplos práticos para aplicação imediata na escrita e na fala.
O que é o verbo no infinitivo pessoal e para que serve
O verbo no infinitivo pessoal é uma forma verbal que indica a ação ou estado de modo flexionado em pessoa, número e tempo, mantendo a ideia de infinitivo. Diferentemente do infinitivo impessoal, que não tem marca de pessoa, o infinitivo pessoal permite que o verbo "fique mais próximo" do sujeito ou do objeto, funcionando como um verbo substantivado com concordância verbal. Exemplos: "eu falar", "vocês terminarem", "eles terem trabalhado". Sua principal função é expressar ações ou situações em construções como sujeito, complemento nominal, após certos verbos ou em orações subordinadas substantivas com pronomes pessoais. Esta flexão é essencial para evitar repetições, dar nuances de tempo e modo e manter a coesão e coerência do texto.
Como identificar e conjugar o infinitivo pessoal no presente, passado e futuro
A conjugação do infinitivo pessoal segue os mesmos tempos verbais que o indicativo e o subjuntivo, mas com a forma radical do infinitivo acrescida das terminais pessoais. Abaixo, confira os principais radicais e desdobramentos para verbos regulares em -ar, -er e -ir no presente, passado e futuro do indicativo e do subjuntivo:

- Identifique o radical do verbo infinitivo: baseie-se no infinitivo padrão (ex.: falar, comer, partir).
- Determine o tempo e o modo: escolha entre presente, passado ou futuro, e indicativo ou subjuntivo.
- Aplique as terminais pessoais:
- Exemplo com "falar" (radical "fala-"):
- Presente do indicativo: eu falo, tu falas, ele/ela/você fala, nós falamos, vós falais, eles/elas/vocês falam.
- Presente do subjuntivo: eu fale, tu faças, ele/ela/você fale, nós falemos, vós faleis, eles/elas/vocês falem.
- Futuro do indicativo: eu falarei, tu falarás, ele/ela/você falará, nós falaremos, vós falareis, eles/elas/vocês falarão.
- Exemplo com "comer" (radical "com-"):
- Passado do subjuntivo (mais-que-perfeito): eu comera, tu comeras, ele/ela/você comerá, nós comermos, vós comerdes, eles/elas/vocês comeram.
- Exemplo com "partir" (radical "part-"):
- Futuro do subjuntivo: eu partir, tu partis, ele/ela/você partir, nós partirmos, vós partis, eles/elas/vocês partirem.
- Exemplo com "falar" (radical "fala-"):
- Consulte uma tabela de conjugação completa: para verbos irregulares, valer a pena estudar as formas inusitadas (ex.: "ter" – eu terei, "ser" – eu for, "ir" – eu for, "saber" – eu souber).
Quando usar o infinitivo pessoal: regência e exemplos práticos
O infinitivo pessoal aparece em situações específicas, obedecendo a regência verbal, nominal e as exigências de cláusulas subordinadas. Entender quando aplicá-lo ajuda a evitar erros de concordância e a expressar ideias com precisão.
Regência com verbos de preferência, emoção e percepção
Muitos verbos exigem o infinitivo pessoal para transmitir ação subjetiva ou estado de espírito. Exemplos:
- Gostar: "Eu gosto de você me entenderem."
- Adorar: "Ela adora nós irmãos nos reencontrarmos."
- Temer: "Ele teme eu não voltar."
- Sofrer: "Sofro com vocês se machucarem."
Em orações subordinadas substantivas com pronomes
Quando a oração subordinada tem um sujeito expresso em pronomes, o infinitivo pode ser pessoal para manter a coesão:

- "Antes de eu me decidir, pensei muito."
- "É importante que vocês se cuidarem."
- "Acredito nisto desde que eles se conhecessem."
Como complemento nominal regido por substantivo
Alguns substantivos exigem infinitivo pessoal para completar o sentido:
- "A minha vontade de viajar aumenta."
- "O desejo de vocês saírem já é quase um grito."
- "Tenho medo de vocês perderem o trem."
Em locuções verbais e expressões idiomáticas
Algumas expressões exigem o infinitivo pessoal para soar natural:
- "Vou ficar estudando até tarde."
- "Precisamos dar uma reduzida."
- "Ela gosta de ficar me gabando."
Como usar o infinitivo pessoal na escrita e na fala
Para aplicar o infinitivo pessoal com fluência, siga estas orientações práticas:

- Substitua expressões redundantes: em vez de "na hora em que eu chego", prefira "ao eu chegar".
- Evite repetições de pronomes: se o sujeito já está claro, use apenas o infinitivo com terminação pessoal (ex.: "quando chegares", não "quando eu chegares" em contextos informais).
- Combine com pontuação adequada: em orações longas, use vírgulas antes e depois da forma verbal (ex.: "O projeto, vocês o revisarem amanhã, será enviado.").
- Esteja atento ao tom: o infinitivo pessoal pode ser mais coloquial; em textos formais, equilibre com períodos mais estruturados.
- Pratique com frases-modelo: construa orações como "Antes de ele nos avisar", "Enquanto nós nos organizarmos" e " depois que elas se conhecerem" para fixar o uso.
Erros comuns e como evitá-los ao usar o infinitivo pessoal
Equívocos aparecem principalmente na concordância de pessoa e número e na escolha entre infinitivo pessoal e impessoal. Confira os principais cuidados:
- Concordância verbo-sujeito: não use "vocês vai" com infinitivo pessoal; escreva "antes de vocês terminarem", não "antes de vocês terminarem" sem o "s" em "terminarem" para o plural.
- Infinitivo impessoal onde não há regência: em frases como "É bom estudar", o infinitivo impessoal está correto; evite transformar em "É bom vocês estudarem" sem pronome, a menos que queira enfatizar quem estuda.
- Tempo verbal inconsistente: mantenha coerência entre o verbo principal e o infinitivo (ex.: "Se ele tivesse estudado", não "se ele estudasse" em contexto de passado remoto do subjuntivo).
- Omissão de pronomes em cláusulas longas: em "Antes de o projeto ser aprovado", reescreva como "Antes de o projeto ser aprovado" ou "Antes de ele ser aprovado" se houver sujeito implícito."
- Uso inadequado em listas sem paralelismo: em "É preciso eu estudar, vocês praticarem e ele estudar", ajuste para "É preciso estudar, praticarem e estudarem" ou traga todos os sujeitos explicitamente.
Perguntas frequentes sobre o verbo no infinitivo pessoal
- Diferença entre infinitivo pessoal e impessoal: o infinitivo pessoal tem concordância com pessoa e número (ex.: "eu falar"), enquanto o impessoal não varia (ex.: "falar").
- Posso usar infinitivo pessoal após "para" em todas as situações? Sim, desde que haja um sujeito expresso em pronome ou substantivo ("Para eu terminar" ou "Para vocês terminarem").
- O infinitivo pessoal substitui o subjuntivo? Nem sempre; ele pode aparecer em orações equivalentes ao subjuntivo, mas com foco mais coloquial ou em locuções verbais específicas.
- Como posso melhorar meu uso? Leia textos variados, anote orações com infinitivo pessoal e pratique reescrevendo frases da fala cotidiana para a forma verbal flexionada.
- É errado usar infinitivo pessoal em trabalhos acadêmicos? Não, desde que empregado com regência adequada e evitar excessos em registros muito formais, onde o infinitivo impessoal ou perífrases podem ser preferíveis.
Dominar o verbo no infinitivo pessoal amplia sua capacidade de expressão, melhora a clareza e dá fluência à linguagem falada e escrita. Com prática focada na regência, conjugação e contextos de uso, você transforma essa forma verbal em um recurso natural e preciso para comunicar ações, desejos e hipóteses de modo mais elegante e eficiente.